O dia acabara de nascer e um facho de luz entrava pela fresta da janela que fora deixada aberta. Uma brisa fresca causada pelo alvorecer entrava levemente pelo pequeno espaço aberto na janela. Com a meia luz que entrava no quarto eu podia observa-la na minha cama. Sua cabeça repousava sobre meu peito de forma serena, e eu sentia sua respiração profunda e lenta batendo na minha pele. Seu corpo quente e seminu jogado ao meu lado, e seu braço envolvendo minha cintura. Os cabelos negros e compridos caiam em sua costa. Sua pele morena me despertava um desejo insensato. A sensação de tê-la ali é verdadeiramente pura. Sentir seu toque, ouvir o som da sua voz, poder tê-la. Mas eu sei que voltarei a faze-la sofrer... Talvez eu não seja bom o suficiente para mantê-la aqui comigo, talvez ela tenha que fazer isso por mim. “Porque você sempre volta, mesmo depois de tudo que eu lhe causei?”, eu sempre a pergunto isso. E ela, com um sorriso sempre maior no rosto, diz: “Não se preocupe, nós mulheres fazemos o que há de fazer. Quando chegar a hora de parar, eu pararei.” É como um ciclo vicioso: ela sempre irá voltar e eu sempre a esperarei, sabendo que ela está disposta a me perdoar. Eu já prometi inúmeras vezes não fazê-la sofrer novamente, e acabo de prometer novamente. Então ela abre os olhos e percebo ao olhá-la que esse tempo todo eu só estive mentindo para mim mesmo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
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1 comentário(s):
Me vi em seu texto Carol, simples assim. Muito lindo (:
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