sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Caminhos do medo


A noite estava gélida, e o vento frio queimava a minha pele. Meus lábios já se encontravam ressequidos e minhas mãos suavam frias. O breu aveludado limitava a minha visão e meu coração palpitava tão forte que era possível ouvi-lo no silêncio que tomava conta da escuridão. De repente o silêncio foi quebrado, e eu podia escutar passos nas folhas secas que o vento espalhara pelo chão. Passos próximos, muito próximos. Meu coração explodiu em desespero, minhas pernas dispararam e eu me peguei correndo daquele vulto aterrorizante que me perseguia. Eu não conseguia identifica-lo. Sua respiração era feroz e eu ouvi os grunhidos que a coisa soltava. Meu peito ardia sem fôlego, e minhas pernas cederam. Caída no chão, eu senti as mãos ásperas e enormes do que me perseguia em meu pescoço. Apertando-me, sufocando-me. Cada vez mais... Cada vez mais...

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