domingo, 1 de junho de 2014

Sentei-me no balcão de bebidas sozinha. O zum-zum ao meu redor, de pessoas cheias do que compartilhar, preenchiam o silêncio do ambiente, mas não o meu vazio.
Sem intenção, comecei a embriagar-me de você, das suas lembranças. A primeira dose desceu ardendo, podia senti-la em meu peito. 
As próximas já não doíam tanto.
Aos poucos já não sentia mais nada além do seu perfume e do arrepio que sua voz provocava em mim. Podia te sentir tão perto como não estava.
Acontece, meu caro, que lembranças são como bebida barata: sacia tua vontade e te faz sorrir; mas a ressaca é infinitamente pior.

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