segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uma hora ou outra...

Depois de tanto insistir, e passados trinta anos de procura ela acabou deixando tudo de lado. Andava pela rua em passos ritmados, leves e lentos. Seus olhos procuravam algo interessante nas vitrines das mesmas lojas da cidade. Sua mente vagava tanto quanto seu corpo fazia aquilo, naquele momento. Em meio aquela multidão entre olhares despercebidos e apressados, que corriam contra o relógio no horário de pico, e sem procurar, sem perceber, sem querer e sem tentar a mulher encontrou. Não foi mais um daqueles olhares descabidos com que ela estava acostumada; foi um encontro desproposital (proposital, quem sabe?) que sustenta as estruturas. Selado na hora certa, sem que nada fosse programado, combinado ou datado. Simplesmente, aconteceu. Então, sem entender ela encontrou aquele olhar que todos nós procuramos por tanto tempo. O olhar que um dia faz chorar, gritar, pedir, decidir, mas que no fim de tudo você sabe que estará lá, bem ao seu lado, naquele cantinho confortável, confortando e cuidando de você. Portanto, não procure, não tente: as coisas acontecem quando têm de acontecer. Mas deseje, almeje, acredite, e quando acontecer empenhe-se, porque esperar sentado não resolve, as coisas não caem do céu!

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