Todos os dias, sem exceção, ela abre os olhos e olha para o lado, na esperança de que ele tenha entrado em sua casa sem permissão e a observava dormindo enquanto sorria, assim como acontece nos filmes românticos; mas não é bem isso que acontece. Então a moça se levanta, toma seu café sozinha, sentada à mesa, imaginando como seria um café da manhã compartilhado.
Ela checa as mensagens de pessoas pela qual ela não se interessa realmente, confere as ligações perdidas, a caixa postal, seus e-mails, as cartas no correio na espera de um sinal de que ele lembra-se dela, pelo menos por um momento.
Enquanto trabalha, mantém a mente ocupada por conversas da qual adoraria ter com o rapaz. Almoça aguardando o momento em que ele pediria poder sentar-se com ela, apenas para comerem juntos.
Quando chega a casa abre a porta ansiosa por uma inesperada surpresa. Se o telefone toca ela atende rápido esperando ouvir a voz dele, se alguém bate a porta ela corre abri-la a procura do sorriso, do rosto, do olhar que tanto quer ver.
No banho, enquanto a água quente toca sua pele delicadamente, ela toma uma verdadeira ducha de coragem e promete a si mesmo ir atrás e resolver-se de uma vez por todas. Mas assim que acaba, é como se cada gota de água que se esvai fosse uma gotinha de coragem... Até que não lhe resta mais ousadia nenhuma em tomar a iniciativa.
E quando enfim vai dormir, em alguns instantes de lucidez, ela pega-se a sorrir por sonhar em tê-lo ali com ela, exatamente como sempre quis... Até que o despertador a acorde na manhã seguinte.
A moça sabe que não vai acontecer, ela sabe que está fora do seu alcance, mas ela insiste em viver seus dias assim: na espera de algo que a faça, finalmente, não esperar mais nada, apenas ter certeza de que vai encontrar o que precisa em qualquer lugar.
Ela não é uma boba iludida, não é estúpida. Ela só está apaixonada.

1 comentário(s):
lindooo carola! *-*
bjs s2
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